Domingo, 29 de Abril de 2007

A resposta sobre o aquário Vasco da Gama

O Aquário
O Aquário Vasco da Gama foi inaugurado a 20 de Maio de 1898 , numa cerimónia de grande impacto público, na presença da Família Real e numerosas individualidades da época. Foi um dos primeiros aquários no mundo, sendo a sua construção ordenada pela Comissão Executiva da celebração do 4º Centenário da partida de Vasco da Gama para a viagem do descobrimento do Caminho Marítimo para a Índia.
Na altura da inauguração o
Rei D. Carlos, cuja influência havia sido determinante para a edificação do Aquário, realizou numa das suas salas uma exposição com o material zoológico por ele recolhido nas campanhas oceanográficas de 1896 e 1897.
Findas as festas das comemorações, ficou o Aquário sendo propriedade do Estado. Em Fevereiro de 1901, a sua administração foi entregue à Marinha, onde permanece até hoje como organismo cultural.
Em Julho de 1909, a administração e orientação técnica do Aquário foi entregue à Direcção da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais, que se empenhou em recuperar as suas instalações, já então bastante degradadas e em transformá-lo numa Estação Biológica. Durante os nove anos de gerência daquela Sociedade, o Aquário sofreu forte incremento, tendo a sua exposição atingido nível relevante.
1919
O Aquário Vasco da Gama é reorganizado, passando a designar-se Aquário Vasco da Gama – Estação de Biologia Marítima, entidade com autonomia científica e administrativa. Neste período realizaram-se várias investigações, com particular incidência no estudo e exploração do mar.
1935
A Liga Naval Portuguesa doou ao Aquário Vasco da Gama, por escritura pública notarial, a Colecção Oceanográfica D. Carlos I e respectiva Biblioteca. Desde então o Aquário Vasco da Gama tem sido responsável pela preservação deste precioso legado, parcialmente em exposição permanente nas salas de exposição do Museu. A parte restante da Colecção mantém-se reservada, mas disponível para a consulta a efectuar por especialistas, com vista à realização de estudos científicos.
1940
O edifício e o terreno pertencente ao aquário foi reduzido em cerca de 1/3 da sua área primitiva, por motivo da construção da estrada marginal Lisboa-Cascais. Este acontecimento, que provocou uma crise no funcionamento da instituição, acabou por conduzir à separação do Aquário da Estação de Biologia Marítima, ficando esta como organismo de investigação científica e o Aquário destinado à exibição de animais aquáticos com objectivos didácticos e de divulgação.
A partir de 1950

Altura em que se verifica a cisão dos dois organismos, empreendeu-se um trabalho de recuperação e restauro das instalações, bem como a construção de novos aquários, trabalho que teve continuidade nas décadas seguintes. Durante os anos seguintes realizaram-se obras de ampliação no edifício, que permitiram alargar a área de exposição do Museu e instalar condignamente os serviços técnicos e administrativos.
Destacam-se ainda as obras de construção de um pavilhão destinado à exposição de focas e otárias em 1971 e a remodelação dos aquários e respectivas galerias de exposição durante os anos 80 .
Década de 90
Prosseguiram as obras de beneficiação dos aquários e de todo o sistema informativo da exposição. Durante os últimos anos, aproveitando as novas tecnologias de informação, foram desenvolvidos alguns projectos de carácter marcadamente pedagógico que registaram grande sucesso junto do público. Desta forma foi possível valorizar significativamente o conteúdo informativo da exposição permanente, explorando complementarmente outras formas de transmitir conhecimento, fundamentalmente através da criação do site na Internet.
Um novo milénio!
Com o virar do milénio, o AVG beneficiou de um conjunto de obras de ampliação, que incluíram a construção de um auditório e uma cafetaria com esplanada. O novo núcleo encontra-se ligado à sala das otárias e inclui dois pisos, sendo o térreo destinado às áreas de serviço e o superior às actividades de utilização pública.
O Auditório, um espaço polivalente que permite a realização de eventos de natureza diversa, torna possível a organização de exposições temporárias, desenvolvendo diversos temas no âmbito da Biologia Aquática ou alargando os temas a outras áreas culturais, nomeadamente no campo das Artes.
 
 
O Rei
D. Carlos nasceu em Lisboa, no Palácio da Ajuda, a 28 de Setembro de 1863. Filho de D. Maria de Sabóia e de D. Luís I, foi educado para ser rei, tendo revelado desde muito cedo uma forte aptidão para as artes, para o desporto e ainda para a observação da natureza. Herda de seu pai a paixão pelo mar que se irá reflectir na sua obra artística e científica.
A 22 de Maio de 1886 casa com D. Amélia de Orleães, filha dos Condes de Paris, de quem teve dois filhos: o Príncipe D. Luís Filipe e o infante D. Manuel, que viria a ser o último rei de Portugal.
Com a morte do pai, em 19 de Outubro de 1889, é confrontado com grandes dificuldades sociais e políticas que encara com coragem e lucidez. No entanto, apesar do destaque que adquiriu a nível científico, tanto nacional como internacionalmente, não foi capaz de resolver os graves problemas políticos resultantes, por um lado, de uma profunda crise interna, e por outro, pelo ambiente internacional, favorável ao desaparecimento das monarquias na Europa.
A 1 de Fevereiro de 1908, quando a Família Real regressava de Vila Viçosa com destino a Lisboa, sofre um atentado em pleno Terreiro do Paço.
D. Carlos é vitimado, bem como o seu filho mais velho, o Príncipe herdeiro D. Luís Filipe. D. Manuel, o segundo filho, é aclamado Rei de Portugal. Dois anos mais tarde é implantada a República e a Família Real abandona o país com destino a Inglaterra.
Campanhas Oceanográficas
D. Carlos de Bragança, rei de Portugal entre 1889 e 1908, dedicou-se com assinalável sucesso a um conjunto diversificado de actividades de que se destacam a Arte e alguns ramos da Ciência, tal como a Ornitologia e a Oceanografia. Neste campo pode mesmo considerar-se como um dos pioneiros mundiais, tendo deixado uma obra de reconhecido mérito. Influenciado pelo crescente interesse do Homem pelo estudo do mar registado no século passado, D. Carlos decidiu explorar cientificamente o nosso mar.
Depois de uma cuidadosa preparação, e auxiliado por um valoroso conjunto de colaboradores, de entre os quais se destaca Albert Girard, D. Carlos deu início, a 1 de Setembro de 1896, à primeira de doze Campanhas Oceanográficas (1896-1907) realizadas na costa portuguesa, com o objectivo principal de estudar a Fauna Marinha. O estudo dos peixes, mereceu desde logo particular atenção, dada a enorme importância económica da indústria piscatória em Portugal.
A intensa actividade oceanográfica desenvolvida passa ainda por campos tão diversos como o estudo das correntes ou da topografia dos fundos marítimos, tendo inclusivamente chegado a reconhecer a existência de profundos vales submarinos próximo da costa, na região do Cabo Espichel.
Divulgação científica
É de salientar o extraordinário papel desempenhado por D. Carlos no domínio da divulgação científica, fazendo chegar ao conhecimento público os resultados das suas campanhas oceanográficas, organizando exposições com o material zoológico recolhido ou ainda com istrumentos de uso corrente em oceanografia e aparelhos de pesca.
D. Carlos publicou também diversas obras de reconhecido mérito científico, de entre as quais se destacam "Resultados das Investigações Scientificas feitas a bordo do Yacht "Amélia" .
Pescas marítimas. I. - A Pesca do Atum no Algarve em 1898 e II- Esqualos obtidos nas campanhas de 1896 a 1903 efectuadas a bordo do "Yacht Amelia".
O mérito da sua obra foi internacionalmente reconhecido, como o demonstram os numerosos diplomas que lhe foram conferidos pelas mais prestigiadas instituições científicas da época.
Actualmente o Aquário Vasco da Gama é fundamentalmente uma instituição didáctica, um centro de divulgação da Vida Aquática e de investigação. Tem vindo a sofrer ao longo do tempo várias transformações, no sentido de melhorar cada vez mais a exposição dos exemplares vivos e do espólio museológico, procurando cumprir da melhor forma possível o seu importante papel de Museu Vivo de História Natural.
 
Para saberem mais basta irem a: http://aquariovgama.marinha.pt/Avgama/site/PT
  
publicado por AnaD às 17:09
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